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Black Friday 2026: 63% dos consumidores pesquisam produtos com IA

· 2 min de leitura · Redação Confi

Casal sentado à mesa da sala faz contas num caderno com uma calculadora ao lado de um notebook
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Se a sua estratégia de Black Friday ainda conta com a compra por impulso na sexta-feira, vale rever o plano. Uma pesquisa da LWSA com o Opinion Box, divulgada pelo jornal O Povo em 18 de outubro, mostra um consumidor que começou a se preparar cedo e que usa cada vez mais a inteligência artificial para decidir onde gastar.

Um consumidor que chega com a lição feita

  • 50% comparam preços há pelo menos um mês
  • 72% se preparam financeiramente com antecedência
  • 54% pretendem comprar ao longo de todo o mês de novembro
  • 20% vão concentrar as compras na sexta-feira, 27 de novembro

Os produtos mais desejados são eletrônicos, citados por 50%, eletrodomésticos, com 44%, e roupas, com 41%.

A IA entrou na pesquisa de preço

O dado que mais chama atenção é o uso de inteligência artificial. Segundo o levantamento, 63% dos consumidores usam ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude para pesquisar produtos, e 45% dizem ser influenciados pelos resumos gerados por IA nos buscadores.

Quando a pergunta é por onde a pesquisa começa, os marketplaces lideram com 56%, seguidos pelos sites de marcas e lojas, com 42%, e pelos aplicativos próprios, com 33%. As ferramentas de IA aparecem como primeiro passo para 13%. Na hora de fechar a compra, o site da loja fica na frente, com 55%, seguido pelos aplicativos próprios, com 40%, pelos marketplaces, com 37%, e pela loja física, com 28%.

Na prática, o cliente pode descobrir o produto num lugar, conferir o preço com a ajuda da IA e pagar em outro. Quem só olha o próprio funil corre o risco de não enxergar metade da jornada.

O consumidor está chegando muito mais preparado.

Márcio Gleison, especialista em gestão de negócios e fundador da Expocell Tecnologia, ao O Povo

Para Gleison, isso obriga o varejo a planejar estoque, equipe e comunicação com antecedência. A reportagem também ouviu a economista Darla Lopes, especialista em finanças comportamentais. Ela recomenda ao consumidor definir um limite de gastos, dar uma pausa antes de reagir a ofertas com senso de urgência e olhar o orçamento dos meses seguintes quando parcelar uma compra.

Ou seja, de um lado tem um cliente mais desconfiado e munido de ferramentas, e do outro, lojas que vão precisar de preço coerente e informação clara para passar no teste.

Fontes

  • Black Friday
  • comportamento do consumidor
  • IA
  • pesquisa

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