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Unilever investe R$ 145 mi em hub com robôs e IA na logística

· 3 min de leitura · Redação Confi

Supervisora de colete conversa com técnico em um galpão, com paletes e um robô de transporte desfocados ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Quem cuida de estoque conhece a cena: o produto existe, só que está no galpão errado na hora em que o pedido chega. A Unilever decidiu mexer nisso no Brasil com robôs e dados. Segundo reportagem de Juliana Estigarríbia na Bloomberg Línea, publicada em 3 de novembro, a empresa investiu R$ 145 milhões em 18 meses em um programa logístico que inclui seu primeiro hub automatizado no país, em Itupeva, a cerca de 70 km de São Paulo.

A pressão sobre a entrega, pelos dados da Neotrust

O movimento acontece num mercado em que a logística ficou mais picada. Os indicadores da Neotrust para o primeiro semestre de 2026, comparados com o mesmo período de 2025, mostram:

  • 756,7 milhões de pedidos no e-commerce, alta de 34,8%
  • 12,4% menos itens por pedido
  • Mais de 4 milhões de pedidos por dia, medidos em mais de 7 mil lojas

Em português claro, são mais viagens levando menos coisa em cada uma. O hub da Unilever atende a distribuição da empresa como um todo, e a reportagem não diz que ele foi feito para o e-commerce, mas cita o avanço do canal entre os fatores que mudam o consumo com rapidez.

O que muda na operação

Segundo a Bloomberg Línea:

  • O investimento cobre o hub, um novo centro de distribuição e melhorias nos demais
  • A capacidade logística total no país cresceu cerca de 40%
  • O hub abastece exclusivamente os oito centros de distribuição da empresa e responde por 25% a 30% da operação deles

Na movimentação, robôs levam os paletes da armazenagem à expedição sem operadores ou empilhadeiras, e o descarregamento automático reduz o tempo dos caminhões nas fábricas. O foco são os produtos de alto giro. A IA entra na previsão de demanda: antes, as projeções saíam em intervalos mais longos e exigiam equipes dedicadas, e agora a empresa recebe dados da operação todos os dias. A reportagem não traz outros indicadores de ganho, e a Unilever estuda levar o modelo à Argentina e ao México, sem prazo divulgado.

A logística é o coração da operação para que ela seja rentável.

Alexandre Camiloti, vice-presidente de operações da Unilever Brasil

Nas empresas menores, o quadro é outro. Uma pesquisa da Lalamove, noticiada pelo Central do Varejo em 3 de novembro, ouviu 296 clientes comerciais da empresa em setembro. Entre as pequenas e médias que usam IA, 66,9% a empregam em marketing e 16,6% em logística, e 76,4% dizem que precisam operar mais rápido do que no ano anterior. A amostra é só de clientes da própria Lalamove, que vende entrega sob demanda, então o resultado funciona como sinal e fica longe de ser um retrato de todas as PMEs.

Ninguém precisa comprar robô para começar. Exemplo ilustrativo: uma loja on-line pode separar o histórico de vendas por semana numa planilha, pedir a uma ferramenta de IA uma previsão dos itens que mais giram para novembro e conferir o resultado contra o que aconteceu no ano passado.

Fontes

  • Unilever
  • logística
  • previsão de demanda
  • Neotrust
  • PMEs

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