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Pix chega a 55% dos pagamentos e taxa do cartão para lojista cai

· 2 min de leitura · Redação Confi

Cliente segura o celular no balcão de uma pequena loja enquanto a comerciante sorri, com uma sacola de compras ao lado
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Se o Pix já virou a primeira opção no checkout da sua loja, os números oficiais confirmam a impressão. O Banco Central divulgou o relatório Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões, com dados do primeiro semestre de 2026, e o Pix respondeu por 55,2% das transações de pagamento do país, contra 50,9% no mesmo período de 2025. Os dados foram publicados pelo E-Commerce Brasil em 27 de outubro.

O Pix no e-commerce, pelos dados da Neotrust

No comércio eletrônico, a Neotrust acompanha essa virada há tempos. No estudo Panorama do E-commerce no Brasil, apresentado no VTEX Day e noticiado pela Mercado&Consumo em abril de 2024, a Neotrust mostrou que:

  • O Pix já passava de 25% das formas de pagamento escolhidas nas compras on-line
  • A participação das vendas à vista subiu de 62,12% no primeiro trimestre de 2022 para 64,89% no primeiro trimestre de 2024, movimento ligado ao avanço do Pix e à queda das compras parceladas

São números de dois anos atrás, e o relatório do Banco Central mostra que a tendência seguiu firme desde então.

O que diz o Banco Central

Segundo o relatório do BC, citado pelo E-Commerce Brasil:

  • Quase 44 bilhões de operações via Pix no semestre, alta de 19,4%
  • Pix Automático com 9,5 milhões de transações e R$ 3,5 bilhões no 2º trimestre, ante 4 milhões e R$ 2,3 bilhões no 1º trimestre
  • QR code dinâmico em 43,2% dos pagamentos Pix do 2º trimestre, à frente da chave Pix, com 37,2%
  • MDR do crédito, a taxa cobrada do lojista, caiu de 2,24% para 2,11%, e a do débito, de 1,08% para 1,06%
  • Compras pela internet somaram 22% das transações no crédito e 28,1% do valor no 2º trimestre

O cartão de crédito, porém, segue com peso no valor. Do total de compras no crédito, 88,1% são à vista, mas as parceladas somam quase metade do valor. Em resumo, o Pix ganhou o dia a dia, e o parcelado continua pesando quando a compra é maior.

Para o lojista, o Pix Automático é a novidade a observar. Ele permite cobranças recorrentes sem cartão, o que ajuda assinaturas e clubes de compra, e mais que dobrou em número de transações de um trimestre para o outro. Desde julho, ele vale também para contas salário, segundo o relatório.

Fontes

  • Pix
  • Pix Automático
  • meios de pagamento
  • Banco Central
  • Neotrust

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